HISTÓRIA DO NATAL DIGITAL

Vídeo muito bom sobre NATAL DIGITAL

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“Oração do Jornalista”

“Deus não deixe eu chegar atrasado à redação.
Que eu possa Senhor cumprir minha pauta, conseguindo informações corretas e úteis, sem aparecer mais que o entrevistado.
Que eu consiga uma boa fotografia.
Que a câmera filmadora não falhe e o motorista esteja disponível.
Senhor, tomara que a internet não saia do ar e que o meu editor não esteja de mau-humor.
Peço-lhe Senhor, muita paz e tranqüilidade durante a entrevista e discernimento para fazer a matéria justa e bem elaborada.
Que o tempo seja suficiente para cumprir a outra pauta que me aguarda, logo em seguida,
do outro lado da cidade.
E que o meu trabalho contribua para diminuir a desigualdade social, e ajude a melhorar a qualidade de vida do planeta.
Que eu entregue tudo a tempo e não sofra nenhuma agressão.
Ou pior, seja alvo de uma bala perdida, virando notícia.
Que a matéria seja simples sem ser simplista.
Que não seja prolixa e sim criativa.
Que eu não cometa nenhum erro de português, Senhor, para não ser massacrado pelos colegas.
Principalmente Senhor, que eu não caia no pescoção…
que possa pagar minhas contas com esse salário e que nenhum jabá
me seduza.
E, finalmente, meu Deus, me ajude para que eu possa entregar tudo revisado e no prazo do dead line. Assim seja!”

*Texto encontrado na internet – Autor desconhecido

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Trabalho de Conclusão de Curso

Por Camila Rodrigues

Tenho postado pouco. Peço desculpas por isso. Esse semestre está sendo intenso a cada dia. Fazer um trabalho de conclusão de curso é muito mais cansativo e desgastante do que eu imaginava. Porém, é emocionante.

O meu TCC tem dois pontos excitantes. O primeiro é que será um Web-Documentário Interativo, que é uma nova concepção de documentário voltado pra a interface web (internet). E o segundo ponto interessante é o próprio tema, já que vamos abordar a questão de moradia e habitação.

Para quem quiser saber um pouco mais, estamos colocando nossas impressões e trajetos no Blog “Uma Casa, Outra Vida’  http://umacasaoutravida.wordpress.com

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Companheiros do TCC

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Integrantes:   Gui,  Rafa,  Gra,  Jú  e  Camis (EU)

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Efêmero

 Por  Leandro Possadagua*

O que significa viver um sentimento efêmero? A priori, nossos dicionários geralmente definem esta palavra como passageiro; algo que não possui longa duração. Não encontro dificuldade para concordar com esta afirmação, mas gostaria saber o que faço com aqueles momentos que foram passageiros na perspectiva do tempo, mas que eu nunca conseguirei apagar de minhas lembranças.

Daí nasce uma dúvida antagônica, ou seja, como posso dizer que foi passageiro aquilo que carrego tão vivo dentro de minha alma? É fato que o presente não se pode deter de forma alguma, e que fazendo uso da lógica, seria impossível que o presente se perpetuasse. Mas o problema é que me parece impossível viver uma vida tão lógica, e mesmo que fosse possível, creio que não me sentiria nem um pouco atraído por ela.

Quem pode viver uma vida tão previsível assim? Ninguém, ou pelo menos, ninguém que quisesse viver a vida em sua plenitude. Não é possível ser feliz vivendo do lógico, não pretendo jamais deixar de viver o efêmero da vida, já que esses momentos são únicos e não voltarão jamais. Aquele que se priva de viver o agora, certamente se arrependerá amanhã, chorará por não ter arriscado viver um grande amor, ou pelo menos, lamentará não ter tentado.

Se vivermos o presente com medo do que nos decorrerá deste momento, não conseguiremos sequer absorver o prazer que o presente nos oferece. Creio que em muitos casos nossas lembranças são mais prazerosas do que o momento realmente foi, talvez porque quando devíamos ter aproveitado a sensação nos perdemos em sentimentos que nos atrapalharam. Um beijo romântico na pessoa amada é perfeito nas lembranças sem que o tenha sido de fato, já que no momento o coração batia forte e a mão suava, impedindo assim que a sensação maravilhosa do beijo fosse de fato sentida.

Muitas vezes as sensações são, de fato, passageiras e é preciso que as aproveitemos, para que assim a memória esteja livre no futuro para fazer apenas sua função, recordar. Sim… algumas vezes ela exerce funções que não lhe são devidas, por exemplo, as vezes ela é incumbida de criar um momento que não existiu na realidade, criando assim, não uma lembrança, mas uma fantasia. Recuso-me viver apenas de fantasias, quero degustar cada instante como se fosse o último, cada oportunidade como sendo única.

Talvez por isso eu me sinta a cada dia mais débil, tenho prestado enorme atenção quando estou diante de algo que julgo ser bom. Tomando chá com uma mulher que me faz sentir o homem mais feliz do mundo, procuro notar como ela sorve o liquido e como seus lábios ficam lindos quando estão molhados, tento reparar como ela sente prazer quando estou acariciando seu cabelo, sinto seu cheiro quando a beijo e percebo como o tempo para diante dela.

É bem provável que este exercício seja em vão, mas certamente tem me feito aproveitar melhor as sensações que tenho vivido. Alguém deve ter pensado nisso quando criou a foto, pois é exatamente isso que ela nos faz, torna eterno àqueles momentos mais felizes, e ao rever esta imagem podemos desfrutar, ainda que por instantes o que já se foi. Assim, o efêmero não deve ser visto como algo que passou, mas como algo que de certa forma temos vivido no presente e que tentaremos tornar eterno, ainda que a lógica do relógio nos tente impedir.

 

 

*Leandro Possadagua é acadêmico do curso de História da Universidade Federal da Grande Dourados – UFGD e bolsista do CNPq/PIBIC.

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Cenas que não mudam!!!

Por Camila Rodrigues

Gosto de andar pelas ruas. A cada passo que dou vejo uma coisa diferente. As cores, os sons, as pessoas. Cada detalhe tem a beleza no mundo. Ao sair de casa todos os dias, muitas vezes me pego acostumada com as coisas. Deixo de observar o sol que se põe, o passarinho que canta, ou o jovem que ajuda uma senhora a atravessar a rua.

Me pergunto qual seria o meu papel em tudo isso que acontece ao mesmo tempo. Como repórter, as vezes gostaria que o simples pistar dos meus olhos registrassem de maneira eterna algumas imagens. Mas sei que isso não é possível. Então tento registrar em palavras um pouco da realidade que me cerca. Palavras não são suficientes.

No bairro república aqui em São Paulo, onde trabalho, todo dia as cenas são as mesmas. Embora ao mesmo tempo elas sejam bem peculiares. Ao sair do trabalho caminho até a famosa avenida São João, onde espero o ônibus para voltar para casa. É tenho onde morar. E isso é contrastante. No caminho vejo homens, mulheres e crianças, andando sem rumo ou atiradas no chao. É a famosa “cracolândia”.

A cena que vejo durante o dia, tira meu sono durante a noite. Criticar e colocar a culpa no “sistema” é a forma mais simples de me livrar da responsabilidade. Acho que por isso que as coisas não mudam. E a mesma cena se repete dia após dia. Ao mesmo tempo que clama.

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Me ponho a sonhar!

Por Camila Rodrigues

Estive pensando sobre a vida. Será que posso ser tão atrevida assim? Não sei. Não faço por mal. Apenas penso. Pensando, tento descobrir no mundo um pouco mais sobre mim. Tento perceber aonde meus passos vão dar. As vezes sigo sem rumo… Mas por alguma razão acredito que estou na direção certa.

Devaneios. Será que é assim que o coração fala o que precisa ser dito?  É possível contar muitas mentiras falando somente a verdade. Como dizer se o que vejo e o que sinto é mentira ou verdade? A busca continua.

Adoro a vida. Observar a vida. O mundo é lindo, mesmo com tantos problemas. Cada detalhe parece ser uma peça de uma gigantesca obra. As vezes me sinto sozinha… outras tantas, me ponho a sonhar. Gosto disso.

Pensar faz bem. Pensar faz mal. Empate. Se não tenho como decidir. Continuo pensando. Devaneios.

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Vida de FREELANCER !!!!

FREELA1

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Aventuras Perigosas!

Por Camila Rodrigues

Tenho refletido sobre aventuras perigosas. Como elas são? Na maioria das vezes são apenas situações desconhecidas. Temos medos. Suspeitas. Aflições. Deixamos de viver a vida.

Nesta semana, li uma frase que me marcou:  “Como é difícil viver com o peso do não errar. Por conta dele as pessoas abrem mão da vida antes que ela aconteça e carregam a ilusão de que não erraram. Quando na verdade, elas não viveram”.

Fiquei pensando na vida. Pensando na minha vida. A todo momento quero fazer tudo certo. Aprendi a ter medo de errar. Vivo da forma mais sensata possível. Deixo de fazer coisas que eu gosto com medo do que as pessoas vão pensar.

CANSEI!

A vida é uma só. Decidi que vou curtir. Quero pagar micos. Dar risada. Chorar. Gritar. Perder a cabeça….QUERO VIVER!

Toda mudança é sempre difícil. A de pensamento é mais difícil ainda. Paro por aqui, na busca de entender meus Devaneios.

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Um dia você acorda

TEXTO PUBLICADO  no PAVABLOG : http://pavablog.blogspot.com/2009/07/um-dia-voce-acorda.html

Um dia você acorda e sente que já não é mais o mesmo, que o cheiro da vida mudou, que as antigas motivações não lhe servem mais, como roupas antigas e apertadas, desbotadas pelo uso excessivo.

Um dia você acorda e percebe que a luz está diferente, que os sons da vizinhança não lhe dizem mais respeito, que o som do seu coração está cansado das mesmas batidas na terra, seu coração está pedindo é para voar .Percebe que antigos sonhos estão voltando, mas não têm lugar naquele pouco espaço que lhes foi destinado, como uma revoada de passarinhos a fazer um barulho incrível no seu peito, batendo asas e soltando penas.
Você acorda e se dá conta do que não fez, de onde não chegou, dos arranjos e das coisas e gentes que usou para seu gozo, e no entanto, não conseguiu ser íntegro consigo mesmo.
Um dia acorda e percebe: decepcionado, quis crer em tantas crenças e doutrinas, se esforçou para agradar a gregos e troianos, disse “sim” quando queria dizer “não”, e deixou de falar “não” tantas vezes que já não sabia mais qual era o seu querer, quais eram os seus sabores preferidos e a direção que escolheu caminhar.
Da mesma forma, acorda e percebe que estava com saudade da sua música, seus livros, seus segredos e seu ócio. Acorda e olha para o teto, vê possibilidades acima do teto; sorri, simpatizando-se com a aranha tecendo teimosa a despeito das estocadas diárias da vassoura.Sem se render, ela recomeça toda noite, e agora você se dá conta que existe a coragem de recomeçar.
Um dia você acorda e lembra que riu, comeu e sentou a mesa com gente que de fato nunca se importou, e você oferecendo seu melhor sorriso em troca de aceitação. Que bobagem. Lembra que não protestou diante de absurdos, recolhendo-se à boa educação de sempre.Lembra que deu o relógio para a pessoa errada, e deixou de abraçar por puro preconceito, e que não tentou mais uma vez.
Um dia você acorda cansado de dizer que está cansado de viver, e decide que vai correr o risco de recapitular suas teologias e filosofias.
Um dia. Um dia você acorda.
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